“O Encontro dos Povos”
Brasília – Cuzco – Matarani – Ilo – Lima
27 de dezembro de 2009 – 07 de fevereiro de 2010
APRESENTAÇÃO
Depois de cinco anos de obras (2005 a 2010), uma das maiores construções da engenharia Sul-americana, deverá estar concluída. Trata-se da Rodovia Interoceânica, ou Carretera Interoceanica Sur (como é chamada no Peru), um corredor viário de 2.600 quilômetros que possibilitará acesso brasileiro aos portos peruanos no Oceano Pacífico, criando um novo canal para exportações e também para o turismo dos dois países, bem como promovendo a integração e abrindo espaço para o desenvolvimento econômico da região sul peruana, considerada uma das mais pobres daquele país.
JUSTIFICATIVA
A Rodovia Interoceânica, teoricamente, permitirá ao Brasil transportar seus produtos das regiões Norte e Centro-Oeste até portos como os de Ilo, Matarani e San Juan, mais próximos aos mercados dos países asiáticos, diminuindo assim, os custos na colocação desses produtos no mercado internacional.
O término da rodovia vem gerando muitas expectativas no que diz respeito ao cumprimento de tais objetivos, pois espera-se que a estrada abra um novo canal de escoamento de grãos como a soja, além da carne bovina e sirva de alternativa para a exportação de produtos industrializados ou in natura como a extração de madeira certificada e minerais, entre outros. Atualmente as exportações desses produtos são feitas através dos portos brasileiros em Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Obra prioritária dos governos Brasileiro e Peruano, a rodovia com custo total estimado em 1,8 bilhão de dólares, promete ser uma alternativa às empresas que estejam dispostas a se estabelecer futuramente às suas margens, gerando emprego e renda para as cidades cortadas pela estrada, além de aumentar o fluxo de turistas nestas regiões remotas, que oferecem a exuberância da floresta amazônica e reservas naturais de rica biodiversidade e também os mistérios da Cordilheira dos Andes com altitudes acima dos 4 mil metros.
Os 2.600 quilômetros da Rodovia Interoceânica ligam a cidade de Rio Branco, capital do Acre, aos portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan. A parte brasileira da obra, com quase 350 quilômetros, está pronta desde 2002. Já o trecho mais longo, com cerca de 1 mil quilômetros, começa em Iñapari (Assis Brasil na parte brasileira), e fronteira entre os dois países, passa por Puerto Maldonado e Puente Inambari, onde se divide em dois trechos. Um deles segue até Urcos, perto de Cuzco, e posteriormente se liga a rede de malha viária peruana até Juliaca. O outro trecho segue de Iñambari direto para Juliaca e dali se divide em direção aos portos de Matarani e Ilo.
Dois consórcios são os responsáveis pela obra internacional. A Odebrecht e suas parceiras peruanas levaram dois dos três trechos licitados e serão responsáveis por 700 km da estrada. Já o consórcio Intersur, que tem a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão e a Camargo Corrêa, fará o outro trecho de 300 km.
Como qualquer tipo de desenvolvimento gera impacto, algumas questões surgem neste contexto e a principal delas é saber se essa mega obra, além de criar possibilidades positivas no que diz respeito a economia das regiões, também irá causar danos ao meio-ambiente e aos povos e grupos indígenas que habitam as localidades cortadas pela estrada.
O governo peruano acredita que é possível tornar este impacto pequeno, e diz que está reservando dinheiro de um fundo para ajudar nestas questões e também espera contar com o apoio dos brasileiros que já tiveram a experiências da construção de estradas na Amazônia.

gente que demais esse projeto! nao cabe mais um na mala desse land rover nao…??
Eu também queria ir…..
Seria um grande prazer…
Leonardo,
Desejo sucesso em sua expedição.
Como já lhe disse, fizemos esse percurso em maio 2006 o qual demos o nome de “Da Estrada Real a Machu Picchu-Conexão Histórica”.
Fizemos muitas amizades tanto no Brasil quanto no Peru.
Desta forma, se precizarem de alguma ajuda faça contato.
Uma pessoa importante que vocês devem procurar é o Cassiano Marques. Ele é Secretário de Estado no Acre. Assim que chegarem a Rio Branco procure por ele.
Com certeza ele mostrará os melhores caminhos e condições dentro da aventura que pretendem fazer.
Estou a disposição.
Um forte abraço e sucesso.
Jorge Geovani
Presidente Geral
Skolados do Asfalto Moto Grupo
Fiz esse percurso em abril de 2009.
A estrada percorre trechos dentro do Peru que mostram uma biodiversidade que impressiona.
Cuidado com assaltos dentro do território peruano. A polícia peruana também é corrupta e desinformada. Tive problemas com o insufilm do meu carro, eles queriam o tempo todo tirar dinheiro por conta disso. Fui a polícia turística em cuzco e eles me orientaram a conversar sempre com um oficial e manter uma posição firme em relação aos meus direitos de trânsito, conforme a liberação de fronteira.
Prezado Carlos Santander, meus parabéns pelo seu grande projeto. Estamos acompanhando o blog e esperamos seu retorno para conversarmos sobre a publicação.
Prezado Joao,
Obrigado por acompanhar nosso blog. Sem dúvida quando cheguemos a Brasilia devemos ver a questao da publicacao do livro, por enquanto aproveito destacar o trabalho de nosso fotografo: Ruy Baron.
abs e obrigado.
Carlos
Muito legal a narrativa da viagem. Mas gostariamos de saber coisas bem práticas.
Por exemplo: Quantos quilômetros têm asfaltados de Assis Brasil a Urcos(PE)?
P/ viajarmos de motocicletas têm que ser de dia.
PARABENS PELO PROJETO.ESTOU DANDO INICIO A UM PROJETO PARECIDO,INCLUINDO ATACAMA DE CAMINHONETE 4X4.
COMO CONSIGO MAIS DETALHES,NA EPOCA DAS CHUVAS(DEZEMBRO) QUAIS SÃO OS TRECHOS PESADOS?DETALHES DE ABASTECIMENTO,QUALIDADE DO DIESEL.VC TEM A ROTA EM GPS?
ABRAÇOS,PAULO ATIBAIA/SP