04-01-2010 Em Puerto Maldonado reinam as motocicletas

7 01 2010

Na noite de domingo, dia 3 de janeiros, ao chegar a Puerto Maldonado, os expedicionários já haviam percebido como o trânsito da cidade era caótico, mas como era tarde, não tivemos a dimensão real da situação.

Motos dominam as ruas da cidade

lei da buzina funciona para tudo

O dia 4 de janeiro, segunda-feira, amanheceu com chuva, e, logo cedo, já era possível escutar pelas ruas da cidade, as buzinas de moto. Como a tirada do dia anterior fora longa, optamos por dormir um pouco mais e percorrer a cidade de manhã para conhecê-la melhor. Também estavam agendadas duas entrevistas com dois funcionários do governo peruano. Luis Gutierrez Carpio, especialista em ambiente da DGASA (Dirección General de Asuntos Socio-Ambientales) no Peru e ainda Oscar Salazar especialista na área social do mesmo órgão. Enquanto o grupo que está fazendo o documentário da expedição cumpria suas atividades, os demais foram passear pelo Mercado Geral.

Puerto Maldonado é, em suma, uma cidade pobre de pessoas humildes mas, bastante simpáticas, embora um pouco desconfiadas em relação aos estrangeiros. O comércio de ouro é forte, dizem que existem muitos garimpos pela região. Poucas ruas têm calçamento e nos dias quentes o pó predomina, no dia em que passamos pela cidade, na segunda-feira dia 4, fomos brindados com a chuva, por isso nadar pela cidade ficou mais complicado devido à lama. Mas o principal cuidado que se precisa tomar são com as tais motos. Elas surgem por todos os lados buzinando sem parar, ninguém para nas esquinas, e prevalece à lei da buzina (clacxon como eles chama por aqui), e quem buzinar mais alto têm a preferência.

Por conta disso, o passeio pela cidade foi numa dessas moto taxis, que por 2 soles nos levava do hotel ao mercado geral, poucos quadras à frente. O mercado é realmente um grande mercado de tudo, e dividido em diversos setores, alimentos, frutas e verduras, carnes – especialmente chancho (porco) e pollo (frango). Tem ainda barracas de lanche e comida, roupas, calçados, produtos made in china. As variedade de frutas, batatas e milho impressionam.

Apesar da aparente simplicidade mercado oferece opções variadas

Mercado tem de tudo

De manhã cedo já tem gente na feira tomando caldo de galinha, ou comendo macarrão. Acho que o forte dos peruanos não é o café da manhã. A base da alimentação deles é a batata, são muitas variedades.  Leite quase não se encontra a não ser o industrializado e é possível comprar no mercado pequenas latas de leite concentrado (como se fosse um leite condensado só que sem açúcar).

Depois do passeio pela cidade e os compromissos de entrevistas cumpridos, a caravana da Expedição Interoceânica seguiu rumo a Quince mil, uma cidade que fica no meio do caminho para Cusco. A idéia era percorrer aproximadamente uns 300 quilômetros, mas como a saída foi só depois do almoço não chegamos até lá. Na saída de P. Maldonado o que chamou atenção foram os diversos acampamentos e assentamentos ao longo da Rodovia Interoceânica, onde a atividade é o garimpo. Apesar das condições precárias dos acampamentos eles eram verdadeiras cidades, com muitos bares e até casas de prostituição. Comércio forte.

Acampamento tem muitos bares e restaurantes

Garimpeiros fizeram cidades enormes de lona à beira da estrada

A Expedição Interoceânica percorreu cerca de 150 quilômetros até Inambari, cruzamos uma ponte pencil maravilhosa por onde passa o caudaloso rio Madre de Dios, já era um pouco tarde, por volta de 17h, e começava a escurecer. Ao lado da nova ponte havia uma antiga ponte fechada. Como chegaríamos muito tarde ao destino proposto, optamos pelo plano B, e pela primeira vez na expedição acampamos. O acampamento foi em cima da ponte abandonada. Lugar seguro e sem mato, já que estávamos no meio da Floresta Amazônica. Muito próximo da ponte-dormitório havia uma cachoeira, leia-se chuveiro do grupo durante aquele dia. Do outro lado da ponte estava Inambari, uma pequena cidade de não mais que uma rua. A maioria dos moradores dali, trabalham em garimpos ou nas obras da estrada Interoceânica. O jantar foi feito para todos na cozinha trazida por nós, com macarrão ao molho de tomate e atum. Com fome ninguém reclama de nada e todos apreciaram a ceia.

Lugar seguro apesar de ser uma ponte

Fomos brindados com chuva durante a noite

Claro que acampamento sem chuva não tem graça, então fomos brindados com chuva durante a noite para ter certeza que as barracas eram impermeáveis mesmo. Como não havia vento, a passagem da noite com chuva foi tranqüila, todos acordaram animados às 6h da manhã do outro dia.

Maioria é de filhos de garimpeiros e operários da obra da rodovia

Crianças ficaram saudosas com nossa partida

No café da manhã, as crianças da cidade, curiosas, foram nos visitar no acampamento para quem eram essas pessoas diferentes acampadas em cima daquela ponte. Conversaram um pouco e saíram de mãos cheias, com biscoito, bolachas, e comida em geral. Quando levantamos acampamento percebemos que nossa estada ali, mesmo que curta deixou saudades àquelas crianças que se despediram com os olhos marejados e abanando para todos.

As fotos estão aqui.

http://picasaweb.google.com.br/expedicaointeroceanica/Peru04e05?feat=directlink

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