06-01-2010 Frio, dor de cabeça e náusea na altitude. Mas as belezas da Cordilheira compensam

8 01 2010

Depois de uma noite ruim em Marcapata, piorada pelo frio e pela chuva, acordamos no dia 6 de janeiro, quarta-feira, com o sol brilhando cedo.Aos poucos, a péssima impressão da chegada na noite anterior foi se desfazendo. Na esquina ao lado da hospedaria da Pequeña, um enorme monte verde se erguia, e ao fundo, era possível enxergar mais ao longe os picos cobertos de neve. Visão fantástica pra quem nunca viu neve.

Vista da estrada

Essa é apenas umas da visões que se tem da Cordilheira

O café da manhã foi numa pequena lanchonete onde comemos pão com ovo e café com leite. Num bar colado a nossa hospedaria, que era atendido pelo seu simpático dono, os mais esfomeados atacaram depois do pão com ovo, um caldo quente de carneiro. Subimos, em 60 quilômetros de estrada, até mais de 4.700 metros de altitude.

Também atrasamos um pouco a saída por que um dos carros da expedição apresentou um problema na embreagem, na noite anterior, e chegou a Marcapata quase sem poder fazer as marchas do carro. O problema era simples, mas imprevísivel, causado pela pressão atmosférica. Sanado o transtorno, seguimos em frente para curtir o trajeto mais interessante da Rodovia Interoceânica, a subida da Cordilheira dos Andes.

Os primeiros quilômetros desse trecho da rodovia ainda estão em obras, por isso o aconselhável é sempre viajar nela durante o dia, até porque as paisagens são impagáveis, e a noite, a neblina deve ser constante no local. E foi assim, em meio a campos verdes, picos enormes, alpacas (lhamas) e mulheres pastoras que começamos a subida da cordilheira. Saímos dos cerca de 3.300 m de altitude de Marcapata e chegamos na parte mais alta do trajeto a 4.725 metros. Numa das paradas para fotos, um dos integrantes da caravana desceu até um córrego próximo para pegar água, estava quase congelando de tão gelada. Na volta para carro, os primeiros sinais do ar rarefeito. O coração acelera e em poucos passo qualquer um fica ofegante.

No geral a altitude não fez vítimas entre os expedicionários, embora o cineasta Peter Condenosi e a jornalista Carla Nascimento tenham sentindo uma certa fraqueza no meio da viagem. Interados sobre os efeitos regeneradores do chá de coca, comprada antes da partida em Puerto Maldonado, tomamos alguns goles de chá quente. Há controvérsias sobre seus efeitos, mas a maioria garantiu que sentiu melhor depois de tomá-lo.

Muito frio na parte mais alta da Cordiheira

A luz do sol contra a neve é fantástica

Falar da paisagem da Cordilheira dos Andes com uma simples descrição das belezas é muito pouco. Só vendo ao vivo para ter a noção a exata. No alto da cordilheira, apesar de algumas nuvens teimarem em fechar os picos, a neve apareceu clara e limpa ao longe. O Sol reflete de forma tão forte na neve que quase ofusca a visão. Nem é preciso falar dos cuidados extras que precisamos ter. Lá em cima o frio era de cortar, agravado pro um vento forte que congelava mãos, orelhas e nariz. Um dia antes andávamos suando em bicas pelo calor e menos de 24h depois usando casacos forrados para frio, botas fechadas, tocas, luvas. Etc. Com certeza nenhum dos expedicionários vai esquecer esse dia.

Terminada subida da cordilheira, ainda tínhamos pela frente mais uns 120 quilômetros até Cusco, que mesmo a 3.300 metros de altitude, fica mais abaixo do que estávamos naquele momento. Desde a saída de Marcapata tivemos uma mudança significativa na paisagem e nos nativos. Com mais frenquencia eram vistos as pastoras de alpacas e ovelhas, e as mantas coloridas onde as mulheres carregam seus filhos e outras coisas. Essa é a paisagem dos andes e também de Cusco.

Cena títpica da região

Com trajes típicos, mulheres cuidam das alpacas e ovelhas

A partir da cordilheira começamos a avistar planatações mesmo em terrenos pedregosos como os das montanhas, principalemente batata e milho, mas também encontramos plantações de coca. Na passagem por Urcos já próximo a Cusco, paramos numa das muitas cuyorrerias para apreciar um dos pratos típicos da região. O Cuy ao Horno. O cuy é um pequeno roedor muito apreciado pelos peruanos, tem diversas formas de preparo, mas o tradicional é recheados com ervas. O aspecto é de um grande rato, mas o sabor é interessante. O prato é caro para a quantidade de carne do cuy, custa em torno de 20 soles e vem acompanhado de batatas e outros legumes.

Comida é muito apreciada pelos peruanos

O cuy é um pequeno roedor e uma das atrações da culinária típica da região

Depois seguimos em direção a Cusco.

As fotos estão aqui.

http://picasaweb.google.com.br/expedicaointeroceanica/060110CordilheiraCusco?feat=directlink

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2 responses

8 01 2010
Luciana Nabuco

Queridos !
Tenho acompanhado o blog!
Fiz uma viagem há cerca de doze anos pelo Peru,Bolívia e foi uma descoberta encantadora…estou aprendendo muito e revendo muito com vcs…
Peter !!Feliz Ano NOVO MEGA!!! Puxa que saudades do Acre…mas eu volta para rever tudo!!!

Parabéns e estou curtindo bastante o blog!
Beijossssssssss
Lu

9 01 2010
expedicaointeroceanica

Lu querida!!

A viagem está mito boa, cheia de surpresas!!
Fico feliz que vc acompanhe o blog. Todos ficamos muito bem impressionados com sua terra natal, o Acre. rio Branco é uma das cidades mais bem organizadas que vimos.
Cusco é bem interessante, cheio de cantos e encantos. Nós, brasileiros, somos muito bem vindos por aqui.
Beijos andinos, Peter.

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