O monte sagrado de Machu Picchu

14 01 2010

No domingo, dia 10 de janeiros de 2010, a programação dos integrantes da Expedição Interoceânica era conhecer Machu Picchu. Patrimônio mundial da Unesco e considerado umas das sete maravilhas do mundo, esse é o principal ponto turístico do Peru e da região de Cusco, um dos lugares mais visitados pelos turistas e curiosos, estudiosos, místicos, entre outras pessoas comuns.

Para cumprir a programação acordamos pro volta das 3h30 da madrugada e seguimos numa van contratada até Ollantaytambo, no distrito de Urubamba, no Vale Sagrado. Para levar as 15 pessoas da expedição na van gastamos um total de 260 soles, muito mais barato que ir de carro até lá. A ida até Ollantaytambo, onde pegaríamos o trem até Águas Calientes, é fantástica ao amanhecer, com vistas para o vale e inúmeras plantações agrícolas e também para as montanhas nevadas com um sol tímido surgindo no horizonte. Esse percurso de 130 km levou cerca de 2h, devido às grandes elevações e curvas da estrada.

A empressa de Trem Inka Rail teve a gentileza de nos apoiar com 5 passagens e um desconto para os demais bilhetes.  A locomotiva partiria às 6h40 da manhã, era um vagão executivo. O preço da passagem no vagão executivo era de 36 dólares a ida e mesmo valor de volta, ou seja 72 dólares.

A viagem de trem é também um espetáculo aos olhos, principalmente pela paisagem das grandes montanhas de pedras em ambos os lados dos trilhos. Nos picos mais altos se avista a neve tão próximo que dá vontade de parar e subir para trocá-la. O trem executivo tem serviço de bordo, e fomos  brindados  com um variação de biscoitos salgados de orégano ou pimenta e ainda biscoitos doces, onde os de nozes ganharam a preferência de todos. A viagem de trem durou pouco mais de 1h30 até Águas Calientes.

Como todos os lugares que vivem do turismo, Águas Calientes e mesmo o Park de Machu Picchu são lugares lindos, mas que cobram bem caro dos turistas. O trem que leva os moradores deÁguas Calientes e cidadãos peruanos,  claro que num vagão mais simples e econômico, custa apenas 10 soles. Há pouco mais de dois anos foi construída uma nova estação de trem em Águas Calientes só para os turistas, com sala de espera e banheiros, tudo bastante confortável.

Em Águas Calientes, ainda é necessário contratar um dos muitos ônibus para chegar até a entrada do parque arqueologico, contudo, os mais atléticos podem encarar uma caminhada de pouco mais de 1h30 até lá. São muitos degraus a subir. O ônibus custa 7 dólares percurso de ida e igual valor para volta. Muita gente opta em comprar passagem do ônibus para a subida e depois descer o percurso de volta a pé.  Além do ônibus ainda é necessário comprar o ingresso de entrada no parque, que custa para os turistas comuns 126,00 soles.  Dica: o onibus aceita pagamento em soles e dólares, contudo o ingresso no parque só é vendido em soles.

A ansiedade em entrar no parque tomou conta dos expedicionários, mas como buscávamos uma autorização local para fazer imagens, esperando mais de uma hora para entrar. A autorização não veio, e tempo foi se fechando com grossas nuvens de chuva se aproximando.  Do grupo, alguns entraram antes para tentar garantir algum material fotográfico, era o jeito já que ameaçava fechar o tempo em breve.

Machu Picchu é um lugar mágico, quase inacreditável.  Segundo a Wikipédia, as montanhas Machu Picchu e Huayna Picchu são parte de uma grande formação orográfica conhecida como Batolito de Vilcabamba, na Cordilheira Central dos Andes peruanos. Encontram-se na margem esquerda do chamado Canyon do Urubamba, conhecido antigamente como Quebrada de Picchu. Ao pé dos montes e praticamente rodeando-os, corre o rio Urubamba (Vilcanota). As ruínas incas encontram-se a meio caminho entre os picos das duas montanha, a 450 metros acima do nível do vale e a 2.438 metros acima do nível do mar. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana.

Em quíchua Machu Pikchu, “velha montanha”, também chamada “cidade perdida dos Incas, é uma cidade pré-colombiana bem conservada. Foi construída no século XV sob as ordens de Pachacuti (nono governante do império Inca e seu primeiro imperador). O local é, provavelmente, o símbolo mais típico dos incas, principalmente por sua localização geológica no meio de diversas montanhas. As ruínas só foram descobertas em 1911. Por Hiram Bingam, professor da Universidad de Yale (EUA), universidade que tem um conflito com o governo peruano por conta que o americano na época, apropiou-se de centenas de peças incaicas que nunca foram devolvidas ao país. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Terminado o passeio pelos montes sagrados, ficam algumas observações sobre esse maravilhoso local que recebe mais de 1 milhão de visitantes por ano. No parque é proibido portar alimentos e garrafas com água, o que é bom para a preservação da limpeza do lugar. Além disso, é impossível passar horas subindo e descendo pedras sem ter água e algum alimento ao alcance.

Com a chuva nos pegando no meio da visita aos pouco tivemos que abandonar a visitação, já que as nuvens cobriram boa parte das ruínas e a visão ficou limitada. Na saída do parque, sem um local para ficar, o jeito foi pegar o ônibus de voltar para Águas Calientes, já que existe apenas um pequeno bar e um restaurante funcionando na entrada do parque e cobrando praticamente em euros, devido ao valor de seus produtos. Uma garrafa de água não saía por menos de 8 soles e um refrigerante 13. O hambúrguer, alimento mais barato do lugar, custava na faixa dos 25 soles. Para sentar depois da caminhada, descansar depois da longa caminhada e fazer uma boquinha, somente era possível para aqueles que consumissem algo no bar. Por isso, sem um lugar coberto para ficar e com banheiro a 1 soles a cada entrada o jeito foi descer para a cidade.

Todos os expedicionários saíram de Machu Picchu extasiados com a beleza do local.

O retorno foi por volta das 19h com a viagem de trem até Ollantaytambo, e depois mais duas horas de van até Cusco. Dia muito cansativo, mas inesquecível.

Fotos no link: http://picasaweb.google.com.br/expedicaointeroceanica/MachuPicchu100110?feat=directlink

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3 responses

14 01 2010
Gilda Brêtas

As fotos são belíssimas!
O que dizer então das llamas passeando por Machu Pichu?
Continuem enviando os relatos, é tudo o que temos…
Boa sorte!!!

18 01 2010
expedicaointeroceanica

Isso mesmo mãe!! As fotos do nosso super fotógrafo Ruy Baron são excelentes!
Beijos, Peter

14 01 2010
janaina ganassin

Esse documentário será um sucesso,sem dúvida.

As imagens são maravilhosas,parabéns a toda a equipe!

Pá,mande notícias…

Um abraço,Janaina Ganassin

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