De Cusco a Puno, mais a sudeste do Peru, a paisagem muda

15 01 2010

No dia 11 de janeiro de 2010, segunda-feira, partimos da cidade de Cusco, onde ficamos durante quatro dias, para ir em direção a Puno, mais a sudeste do Peru. A cidade fica às margens do famoso Lago Titicaca, o lago mais alto do mundo, que fica a cerca de 3.800m de altitude a que tem uma extensão de mais de 8.300 quilômetros quadrados.

Saímos de Cusco por volta de 8h da manhã e teríamos pela frente aproximadamente 460 quilômetros. Este trecho da estrada não faz parte da Rodovia Interoceânica, pela qual estamos percorrendo o Peru e fazendo um documentário, contudo, além da curiosidade de conhecer o Lago Titicaca, ainda seríamos obrigados, de qualquer forma, a descer até Juliaca, onde um outro trecho da Interocênica estava mapeado por nós, com a ida até Arequipa, já em direção ao litoral do Pacífico. Juliaca fica no meio de caminho entre Cusco e Puno.

Já nos primeiros quilômetros percorridos pela estrada até Puno foi possível perceber uma mudança da paisagem. Com uma grande cadeia de montanhas da Cordilheria dos Andes nos acompanhando pelo lado esquerdo da rodovia, e onde a neve estava presente em alguns picos. A vegetação mostrava -se queimada pelo degelo. Vimos inúmeras plantações ao longo da estrada o que nos fez acreditar que, bem diferente das paisagens anteriores, onde predominava a agricultura de subsistência e o pastoreio, agora a agricultura tinha fins mais comerciais. Nesta região, as plantações são mais extensas e já é perceptível uma mudança econômica com casas mais bem planejadas e maiores, contudo, a impressão que fica é de que em boa parte do Peru as casas nunca são terminadas de fato, poucas recebem reboco ou pintura e o que predomina são os tijolos a vista, sejam os fabricados sejam os feitos artesanalmente com barro. Também se vê muita casa abandonada em ruínas ou apenas terrenos demarcados por muros de pedras sem nenhuma construção.

Apesar das inúmeras variedades de plantações pelas quais passamos, o que predomina mesmo são o milho, batata, orégano e manzanilla (camomila) pra chás. A agricultura ainda é familiar, mas você vê mais gente trabalhando.  Homens, mulheres e crianças aparecem de enxada na mão. Também diminuem as criações de lhama e da alpaca e aparecem com mais freqüência as ovelhas, vacas, porcos e galinhas. Um fato bastante pitoresco também nos chamou a atenção pelas margens da estrada. A quantidade cachorros. Na verdade não é só nesta região que existem cachorros. Em todo o Peru e em qualquer cidade que se passe, eles estão por todos os lados.  O engraçado é que na estrada, esses cachorros, parecidos com ovelheiros, estão lá, deitados no acostamento da rodovia como se estivessem esperando seus donos chegar de algum lugar.

Saímos de Cusco com um clima relativamente frio e ao longo do caminho o tempo foi ficando cada vez mais frio. Mas havia sol. Próximo a uma estação de águas termais, que também fica a beira da estrada, tivemos a sorte de viajar lado a lado com um trem, provavelmente que fazia linha Cusco- Puno.  As fotos ficaram muito interessantes.

Antes de chegar a Juliaca, fomos brindados com uma chuva de granizo. Para nós ela não chegou muito forte, mas num vilarejo às margens da estrada demoramos a reconhecer a paisagem branca que se estendia ao longo de alguns quilômetros. Choveu muito granizo pouco antes e o chão e as casas estavam cobertos de branco. Em seguida fomos obrigados a uma parada extra por causa de um pneu furado de um dos carros da expedição. Mesmo com duas estepes para fazer a troca, os rapazes da expedição, muito bem preparados, tinham remendos à mão e depois de achar o prego no pneu fizeram o conserto sem tirar, roda, macaco ou chave.

Paramos para almoçar em Juliaaca, numa polleria,  e lá tomamos caldo de galinha e depois o prato da casa, pollo com papas fritas e ensalada (frango, batatas fritas e salada).

Seguimos até Puno por uma estrada um pouco esburacada e chegamos à cidade já no final da tarde e com chuva. Os raios rasgavam o céu no horizonte.  Na parada para o almoço em Juliaca, fizemos uma pequena mudança de planos e trocamos o pernoite de Puno por uma cidade chamada Yunguyo, que faz fronteira com a Bolívia, também às margens do Lago Titicaca, uns 100 quilômetros mais pra frente de Puno. Como a fronteira fecha às 20h, dormiríamos em Yunguio e no outro dia partiríamos em direção a fronteira da Bolívia para conhecer Copacabana ( cidade boliviana que recebe muitos turistas e mochileiros que vão visitar o Titicaca). Dormimos na hostal (hospedaria) da Isabel em Yunguio.

http://picasaweb.google.com.br/expedicaointeroceanica/CuscoPuno110110?feat=directlink

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3 responses

15 01 2010
Mirian

Tio Baron, as fotos estão show! Viajei legal aqui! Qdo eu for gente gde na fotografia, espero tirar umas assim, bem “mais ou menos” como as suas!! 😉 Beijos mil pra vc!!

15 01 2010
Mirian

Tio Baron, as fotos estão show! Junto com os posts a gente viaja junto com vcs! Qdo eu for gente gde na fotografia quero tirar uma fotos assim bem “mais ou menos” como as suas!! Beijos mil!! 😉

15 01 2010
Mirian

Desculpa aí pelas 2 msgs iguais… mas não aparecia a 1ª… achei q não tinha postado! 😉

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