Uma visita rápida a cidade de Copacabana e ao Lago Titicaca na Bolívia

18 01 2010

Na manhã do dia 12 de janeiro de 2010, o objetivo da Expedição Interoceânica era apenas fazer um passeio turístico pelo Lago Titicaca, mas do lado boliviano, na cidade de Copacabana, uma das principais cidades turísticas do lago.

O Lago Titicaca para se ter uma idéia foi o berço da civilização Inca. Localizado a 3.811 metros acima do nível do mar, na fronteira entre o Peru e a Bolívia, é o lago navegável mais alto do mundo e abriga 41 ilhas.

O lago tem 175 km de comprimento e 50 km de largura, com uma profundidade máxima de 300 metros. A fauna encontrada no lago é muito variada, mas o principal petisco são as trutas. No lado peruano do lago as principais ilhas são a Ilha de Taquile e Ilha de Amantani.

Como o lago também integra território boliviano é possível vista-lo também pela Bolívia, e neste país, as Ilha do Sol e a Ilha da Lua são as mais visitadas. A principal atração da região é a ilha flutuante de Uros, ocupada por descendentes dos Uros, considerada uma das mais antigas civilizações da América (se recomenda visitar a Ilha dos Uros pelo lado peruano de Puno, é muito melhor). A principal porta de entrada para o Lago Titicaca é a cidade peruana de Puno, já no lado boliviano, a porta de visitação do Lago é Copacabana.

De Yunguio pegamos um moto-taxi por 2,5 soles para chegar até a fronteira do Peru com a Bolívia, que fica a pouco mais de 3 km. Marinheiros de primeira viagem, alguns esqueceram os documentos necessários para passar pela aduana, então tiveram que fazer novamente o percurso até o hotel para buscá-los. De passaporte na mão e o papel da imigração, fizemos nossa saída do Peru e demos entrada no Bolívia.  O funcionário que nos atendeu na aduana boliviana, disse que gostaria muito de aprender a falar português, e nos atendeu sorrindo, bem diferente dos peruanos que pareciam estar nos fazendo um tremendo esforço e um grande favor ao verificar passaportes e documentos.

Os bolivianos diferem muito pouco dos peruanos, por conta que fazem parte de um mesmo povo. o Aymara. o que chamou a atenção em Copacabana foram as barracas vendo choclo. Sacos gigantescos de choclo, que pra nós brasileiros nada mais é do que pipoca doce de canjica. Mas as pipocas são gigantescas. Eles também têm pipoca de macarrão, e caramelos. Depois de uma rápida vistoria pelas barracas de choclo e petiscos, fomos em direção ao lago, que fica numa descida da praça. Como ainda era cedo, não tínhamos muito a noção do movimento pela cidade.

No lado boliviano do Lago Titicaca saem barcos a todo instante para conhecer as diversas ilhas um passeio completo custa por pessoa algo em torno de 20 a 30 soles, ou quase o dobro disso em moeda boliviana, que vale quase a metade dos soles peruanos. Como o passeio era longo ( mais de cinco horas passando por cinco ilhas) optamos por uma versão light, só para conhecer as ilhas flutuantes, que eram as  próximas. Contratamos um barco por 150 soles e fomos passear. O trajeto até a Ilha flutuante levou pouco mais de 20 minutos.

Chegamos a uma das ilhas flutuantes e um dos seus “moradores” já nos recebeu dizendo que para descer lá era necessário pagar 2 soles por pessoas. A tal ilha flutuante nos deixou em dúvida se aquele realmente era um lugar onde aquelas pessoas viviam ou uma armação pra turista por isso é melhor visitar pelo lado peruano, onde realmente moram os habitantes dos Uros. A Ilha era tinha um suporte de madeira e forrada com palhas de totora, uma espécie de junco, muito flutuante. A Ilha era quadrada, tinha aproximadamente 10m x 10m de extensão e abrigava uma família. A atração ali eram dois tanques de trutas onde os “moradores”, capturavam um peixe com a pequena rede e preparavam na hora uma truta frita com papas (batata frita), arroz e salada. Tudo por 20 bolivianos. Uma cerveja saiu por 10 soles bolivianos. Fizemos uma boquinha por ali mesmo, algumas fotos do tanque de trutas e voltamos para a margem do lago, em Copacabana.

Foi na chegada que tivemos dimensão do movimento da cidade, com enormes filas entre o cais, para os tais passeios de barco pelas ilhas. Achamos muitos brasileiros e argentinos por lá, mas também muito europeu. Predominam os mochileiros e principalmente os hippies Na descida do barco encontramos alguns carros estacionados na beira da areia, todos enfeitados com flores, a curiosidade nos levou a saber de um ritual boliviano muito comum em Copacabana. Uma benção para os felizes proprietários de carros novos ou não tão novos assim, mas recém comprados.

Em frente a igreja de Nossa Senhora de Copacabana, padroeira dos bolivianos, e onde se encontra uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria, uma espécie de benzedeiras fazem uma defumação nos carros, como se eles tivessem sendo batizados. Os donos enfeitam com flores e outros penduricalhos e depois comemoram. Essa cerimônia ritual é realizada todos os sábados. Tivemos sorte.

No santuário de Nossa Senhora de Copacabana ficamos impressionados com a igreja e principalmente o altar esculpido com muito ouro em volta. Por isso, era proibido fazer fotos dentro da igreja.

Terminado nosso passeios por Copacabana e depois de um almoço regado a truta, voltamos para o Peru.

De volta á pacata cidade de Yunguio, pegamos os carros e seguimos a Puno, onde passaríamos a noite, para no dia seguinte seguir até Arequipa, aí sim, chegando mais próximo do litoral peruano. Puno é uma cidade grande, barulhenta e desorganizada no trânsito.



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One response

18 01 2010
Gilda Brêtas

Qué fotos!!!!!
Arequipa, entonces… es un lujo!!!!!!!!!!

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