Lima é uma cidade totalmente diferente do resto do Peru que conhecemos

24 01 2010

Desde que chegamos a Lima, no dia 17 de janeiro, já à noite, fomos percebendo o quanto a Capital peruana é diferente das demais cidades. Por seu grau de urbanidade, pelas pessoas que vivem lá e também por ser o grande centro econômico do país. Passamos por algumas das maiores cidades peruanas como Cusco, Arequipa, Puno, mas, Lima é diferente de todas elas.

A Capital limenha tem aproximadamente 9 milhões de habitantes, pouco menor que a capital paulistana que tem mais de 11 milhões de habitantes, e é um verdadeiro formigueiro humano. Como não saímos do distrito (bairro) de Miraflores, não podemos falar do restante da cidade, mas uma coisa é certa, com o trânsito caótico de uma grande cidade.  Melhor andar de taxi.

No estacionamento onde deixamos os carros nos quatro dias em que ficamos pela cidade, conhecemos uma brasileira que mora há dez anos no Peru. O nome dela é Ariane e o marido trabalha na empreiteira Andrade Gutierrez, umas das empresas brasileiras que fazem parte do consórcio de construção da Rodovia Interoceânica. Ariane nos deu dicas de lugar para conhecer.

Miraflores tem um litoral bem interessante, embora pouco usável pra banho. O fundo de pedras é bastante dolorido aos pés e o mar afunda muito rápido sendo desaconselhável ao banho para desavisados turistas. Os cidadões locais e surfistas são os maiores freqüentadores, mas disseram que os limenhos costumam viajar cerca de 15 a 20 km para aproveitar as praias mais ao sul da capital. Em Miraflores, surfistas de várias partes do mundo vão para praticar seu esporte predileto, e num final de tarde a orla fica lotada deles.  Um dos espetáculos interessantes da praia, é o barulho que as ondas fazem ao baterem nas pedras e depois o refluxo dessas mesmas ondas pelas pedras rolando .

Ainda não havia sido mencionado por nós da expedição o assunto terremoto, mas os cismos estão presentes em várias partes do Peru.  Não passamos pela experiência de ver a terra tremer, mas vimos em vários lugares os estragos causados pelos últimos terremotos no peruanos, e como o povo convive com eles. Pensando na situação terremoto dá pra tentar explicar porque muitas cidades tem aparência de estar inacabadas ou ainda em construção. As casas sempre tem ferros de vigas apontando para cima dando a entender que mais um piso está planejado, a maioria é tijolos a vista, sem reboco ou pintura dando um aspecto de estar em obras. Vimos isso em Cusco, Arequipa, e boa parte do litoral peruano.

Em Arequipa, na Praça de Armas, tombada pelo Patrimônio Histórico Mundial , uma enorme placa homenageia as pessoas que ajudaram na reconstrução da cidade depois do terromoto de 2001, que destruiu boa parte da cidade inclusive e as torres da catedral, já restauradas. Em 2007 um novo terremoto de 8 graus na escala Richter abalou o litoral peruano próximo a Lima, destruindo algumas cidades litorâneas e matando cerca de 500 pessoas. As cidades de Ica, Pisco, San Vicente de Cañete e Chincha Alta foram as mais atingidas. Passamos por todas elas a caminho de Lima e vimos os destroços de muitas casas. Em todos os lugares públicos que andamos nas cidades atingidas por terromotos ou suscetíveis a eles, placas, cartazes e indicações no chão mostram os locais seguros, as saídas de emergência e a capacidade de concentração de pessoas em cada lugar.

Praticamente a Expedição Interoceanica se encerrou em Lima, embora parte do grupo ainda regressaria pelos pontos principais da viagem de vinda, para terminar entrevistas e colher novas imagens. Outra parte do grupo optou por retornar pela Bolívia, uma oportunidade de conhecer La Paz e outros lugares.

O Diário da Expedição Interoceânica ficará com a última postagem de Lima.

Fotos: http://picasaweb.google.com/expedicaointeroceanica/190110Lima

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3 responses

24 01 2010
Irina

Estou adorando as histórias, tenho acompanhado os posts, as fotos. Parabéns pelo trabalho, e parabéns pela viagem. Encantador!!!!!

30 01 2010
Elisangela Ribeiro

Acompanhei a viagem de vocês, mas fiquei decepcionada com a falta de dados geográficos, por exemplo: Se quizermos seguir de automóvel quantos quilômetros já estão asfaltados? Qual o caminho mais confortável para ir do Acre até Cusco? Por quê pararam de escrever no site? Quais foram as maiores dificuldades na viagem?
Aguardo retorno das informações acima.

Elisangela Ribeiro

2 02 2010
catharina

oi, carlinha! sua viagem está o máximo! estou acompanhando sem muita regularidade, mas de vez em quando venho aqui colocar os posts em dia…
bjs!

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