Falta pouco!

16 12 2009

Em menos de duas semanas partiremos para nossa aventura pela Rodovia Interoceânica. Estamos finalizando os últimos ajustes e preparando os equipamentos para a viagem. O grupo, bastante unido, já fez um almoço de confraternização e fará uma carreata no dia 26 de dezembro por alguns pontos da capital do Brasil.

No dia 27 de dezembro, às 4:30 da manhã, está marcado o começo da expedição no Eixo Monumental. Faremos algumas imagens para o documentário e partiremos rumo ao Pacífico. Uma curiosidade desta viagem é que sairemos da capital mais nova das américas, Brasília, com quase 50 anos, rumo a cidade viva mais antiga do continente, Cusco, com mais de 3 mil anos.

São 4 carros, 15 expedicionários e muita vontade de compartilhar e trazer um excelente material audio visual para todos os interessados por esta aventura. O filme documentário fruto desta viagem, “O MOMENTO DO ENCONTRO”, deve ficar pronto na metade do próximo ano e, depois de lançado no Brasil, será feita uma nova expedição de exibição, “VIVA O ENCONTRO”, mostrando o filme para seus próprios personagens, os habitantes afetados por esta rodovia.

Peter Cordenonsi
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Matéria sobre a expedição

10 11 2009

O Encontro dos Povos fará imagens e documentário sobre os impactos da Rodovia Interoceânica

Grupo que reúne diversos profissionais pretende observar o impacto sócio-econômico no Sul do Acre e no Peru, após a construção da estrada

No dia 27 de dezembro de 2009 um grupo de 15 pessoas que reúne cientista político, professor universitário, cinegrafista, cineasta, geógrafo, fotógrafo, jornalista e pessoal de apoio, parte da cidade de Brasília para percorrer a Rodovia Interoceânica até o litoral peruano nos portos de Matarani, Ilo e San Juan. Esta rodovia, em fase final de construção é um dos maiores desafios de engenharia interligando Brasil e Peru.

Mais do que uma viagem de conhecimento e aventura, a Expedição Interoceânica: “O Encontro dos Povos” pretende produzir um livro de fotografia e um documentário mostrando o desenvolvimento e o impacto desta grandiosa obra sobre as populações que vivem em seu entorno.

Carlos Santander um dos coordenadores do projeto e PHD em estudos sócio-políticos da América Latina explica como surgiu a idéia. “Estávamos acompanhando os avanços da estrada interoceânica e surgiu a idéia de realizarmos uma viagem ao Peru por esta rodovia e esta idéia foi se materializando a partir do momento que começamos a modelar o projeto, analisando a viabilidade, buscando parceiros e agregando outras pessoas que se interessaram pela aventura sócio-cultural.” , disse Santander.

Ainda segundo Santander, um dos objetivos da expedição é trazer várias pautas para discussão utilizando os materiais produzidos: na agenda social se destaca a idéia de que a a integração é cada vez mais uma realidade e uma necessidade; na agenda política é necessário discutir o papel e o envolvimento das instituições políticas a fim de eliminar os diversos impactos sociais negativos; já na agenda ambiental buscaremos destacar a transcendência do tema da preservação, que neste caso passou a ser uma preocupação binacional pela região de comum compartilhamento; na agenda econômica, ainda que se oferece para o Brasil a maior oportunidade no âmbito do comércio internacional, pelo que representa o mercado do Ásia Pacífico, chamar atenção sobre o Peru que virá a ser um parceiro estratégico no desenvolvimento do país. A expedição pretende, portanto, mostrar que é possível combinar aventura e responsabilidade social.

Desde o lançamento oficial da obra, em 2005, a Rodovia Interoceânica está cercada de expectativas e promessas de crescimento econômico, redução de custos de transporte para exportação de produtos, abertura de um novo canal de comércio com a Ásia e principalmente a melhoria de vida das populações da região. Só a parte peruana da obra tem 2.600 quilômetros saindo de Rio Branco, no Acre, cortando o Peru em direção aos portos no Oceano Pacífico.

Durante 30 dias os expedicionários pretendem percorrer a rodovia para conhecer a estrada, buscar depoimentos e informações sobre as pessoas que vivem às margens dela e também ver como a rodovia está mudando a vida e a rotina dos habitantes locais. Serão mais de 13 mil quilômetros percorridos neste período.

Todo material colhido durante a viagem, entre fotos, depoimentos e filmagens servirá de base para edição de um livro: “Interoceânica: O Encontro dos Povos”, que deverá ser lançado até a metade do mês de junho de 2010, e produção de um documentário para exibição em diversas esferas de governo, escolas, universidades, salas de cinema em diversos locais, além de palestras e encontros de discussão em centros acadêmicos.

Segundo o cineasta Peter Cordenonsi, responsável pelo documentário, a idéia é mostrar a América Latina para os latino-americanos. “A grande novidade deste documentário é que faremos, depois dos tradicionais eventos de lançamento no Brasil e Peru, uma nova expedição, uma expedição de exibição. A primeira será de captação e a segunda será de exibição. É importante mostrar o filme para seus próprios personagens. O cinema, infelizmente, está restrito aos grandes centros”, explica.

A expedição já conta com o apoio da Embaixada do Peru, da Andrade Gutierrez,, da Ford do Brasil , da Green Meeting, Unieuro e outros parceiros, empresas patrocinadoras, estão surgindo o que torna mais interessante a expedição, pois várias oportunidades se abrem na volta, com a produção do material videográfico, fotográfico e outros eventos que apresentarão esta especial aventura.

Sobre a Interoceânica

O Eixo Viário Interoceânico Sul tem uma extensão de 2.600 quilômetros só no Peru.

No lado brasileiro já existe uma rodovia de 4.345 quilômetros que vai da fronteira com Peru e Bolívia até Santos (SP). Segundo uma estimativa dos governos peruano e brasileiro, o projeto rodoviário terá impacto numa área que abrange 32% do Peru e beneficiará pelo menos 7 milhões de pessoas que vivem nas regiões de Madre de Dios, Cuzco, Puno, Arequipa, Apurímac, Ayacucho, Ica, Tacna, Moquegua, Loreto, San Martin, Ucayali, Huanuco e adjacências.

Ainda em outro levantamento feito pelo Governo do Acre, os cerca de 2 mil quilômetros de extensão da rodovia passam por pelo menos oito reservas florestais onde vivem cerca de 51 povos indígenas. Já existem registros da ação danosa de madeireiras clandestinas invadindo as reservas indígenas, também de conflitos entre fazendeiros, posseiros e garimpeiros. As polícias de cada país, bem como os órgãos de defesa estão preocupados com as questões de fronteira, com a possibilidade de uma nova rota de contrabando e tráfico e ainda e da exploração dos recursos naturais de forma ilegal .

Texto: Cláudia Sanz





Expedição Interoceânica

25 10 2009

“O Encontro dos Povos”

Brasília – Cuzco – Matarani – Ilo – Lima

27 de dezembro de 2009 – 07 de fevereiro de 2010

Expedicao Interoceânica

APRESENTAÇÃO

Depois de cinco anos de obras (2005 a 2010), uma das maiores construções da engenharia Sul-americana, deverá estar concluída. Trata-se da Rodovia Interoceânica, ou Carretera Interoceanica Sur (como é chamada no Peru), um corredor viário de 2.600 quilômetros que possibilitará acesso brasileiro aos portos peruanos no Oceano Pacífico, criando um novo canal para exportações e também para o turismo dos dois países, bem como promovendo a integração e abrindo espaço para o desenvolvimento econômico da região sul peruana, considerada uma das mais pobres daquele país.

JUSTIFICATIVA

A Rodovia Interoceânica, teoricamente, permitirá ao Brasil transportar seus produtos das regiões Norte e Centro-Oeste até portos como os de Ilo, Matarani e San Juan, mais próximos aos mercados dos países asiáticos,  diminuindo assim, os custos na colocação desses produtos no mercado internacional.

O término da rodovia vem gerando muitas expectativas no que diz respeito ao cumprimento de tais objetivos, pois espera-se que a estrada abra um novo canal de escoamento de grãos como a soja, além da carne bovina e sirva de alternativa para a exportação de produtos industrializados ou in natura como a extração de madeira certificada e minerais, entre outros. Atualmente as exportações desses produtos são feitas através dos portos brasileiros em Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Obra prioritária dos governos Brasileiro e Peruano, a rodovia com custo total estimado em 1,8 bilhão de dólares, promete ser uma alternativa às empresas que estejam dispostas a se estabelecer futuramente às suas margens, gerando emprego e renda para as cidades cortadas pela estrada, além de aumentar o fluxo de turistas nestas regiões remotas, que oferecem a exuberância da floresta amazônica e reservas naturais de rica biodiversidade e também os mistérios da  Cordilheira dos Andes com altitudes acima dos 4 mil metros.

Os 2.600 quilômetros da Rodovia Interoceânica ligam a cidade de Rio Branco, capital do Acre, aos portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan. A parte brasileira da obra, com quase 350 quilômetros, está pronta desde 2002. Já o trecho mais longo, com cerca de 1 mil quilômetros, começa em Iñapari (Assis Brasil na parte brasileira), e fronteira entre os dois países, passa por Puerto Maldonado e Puente Inambari, onde se divide em dois trechos. Um deles segue até Urcos, perto de Cuzco, e posteriormente se liga a rede de malha viária peruana até Juliaca. O outro trecho segue de Iñambari direto para Juliaca e dali se divide em direção aos portos de Matarani e Ilo.

Dois consórcios são os responsáveis pela obra internacional. A Odebrecht e suas parceiras peruanas levaram dois dos três trechos licitados e serão responsáveis por 700 km da estrada. Já o consórcio Intersur, que tem a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão e a Camargo Corrêa, fará o outro trecho de 300 km.

Como qualquer tipo de desenvolvimento gera impacto, algumas questões surgem neste contexto e a principal delas é saber se essa mega obra,  além de criar possibilidades positivas no que diz respeito a economia das regiões, também irá causar danos ao meio-ambiente e aos povos e grupos indígenas que habitam as localidades cortadas pela estrada.

O governo peruano acredita que é possível tornar este impacto pequeno, e  diz que está reservando dinheiro de um fundo para ajudar nestas questões e também espera contar com o apoio dos brasileiros que já tiveram a experiências da construção de estradas na Amazônia.